Da Autora Nicola Yoon

Da Editora Novo Conceito

De 2016

Com 300 páginas


Sabe quando você lê um livro que te faz pensar nas dadivas da vida? Esse livro é um desses.

    Em TUDO E TODAS AS COISAS conheci uma garota chama Madeline Whittier que acaba de completar dezoito anos e desde que possa se lembrar, vive presa dentro de casa. Ela sofre de uma doença rara conhecida como IDCG, que resumidamente é uma alergia a tudo e qualquer coisa que existe no mundo, é impossível saber o que pode desencadear um episodio alérgico e qual a gravidade do problema.

"Este ano está um pouco mais difícil que  o anterior. Talvez seja porque eu tenha dezoito anos agora. Tecnicamente, sou uma pessoa adulta. Eu deveria estar saindo de casa, indo para a universidade. minha mãe deveria estar penando com a síndrome do ninho vazio. Só que, por causa da IDCG, eu não vou a lugar nenhum."

    Vamos falar das outras duas pessoas que fazem parte da vida da Madeline, sua mãe, uma médica que abriu mão de muita coisa para cuidar da filha doente, e Carla, sua enfermeira particular que passava os dias cuidando da Madeline a 16 anos.

    O pai e o irmão mais velho da Maddy morreram em um trágico acidente quando ela ainda tinha apenas 4 meses de vida. Com a indenização que receberam pelo acidente a mãe da Maddy deixou a casa perfeita para que a filha pudesse crescer saudável, lacrou as janelas, colocou sistema de filtragem de ar na casa toda e uma área para descontaminação para qualquer pessoa que fosse entrar na casa.

"Ela tira uma foto emoldurada de trás das costas. Meu coração se aperta dentro do peito. É uma velha foto de nós quatro - eu, minha mãe, meu pai e meu irmão - de pé, em uma praia, em algum lugar tropical. O sol está atras da gente e quem quer que tenha tirado a foto fez uso do flash, pois nossos rostos estão brilhantes, quase fluorescentes contra o céu escuro."

    A Madeline já estava acostumada com essa vida, tinha refeições a cada 3 horas, fazia aulas a distancia usando o Skype e tinha como companhia seus milhares de livros, Carla e sua mãe.

    Até que um dia, ela e Carla estão vendo um filme, quando ouvem o barulho de um caminhão de mudança parando na casa ao lado.

    A nova família chega e Maddy já começa seu novo trabalho de espiã, conhecendo os hábitos dos vizinhos e se encantando cada vez mais com Olly, o garoto de cabelos pretos e olhos azuis como o Oceano Pacífico que sempre se vestia de preto e saia por ai fazendo Parkour.

    Em uma bela noite, Oliver e sua irmã tocam à porta da família Whittier com um bolo em mãos afim de conhecer seus vizinhos e talvez conhecer a menina que os espia pela janela, mas logo são barrados pela mãe da Maddy.

"Entramos de novo na sala de jantar e terminamos de comer depressa e, durante a maior parte do tempo, em silêncio. Carla vai embora e a minha mãe me pergunta se quero vencê-la em uma partida de Imagem & Ação em Nome do Outro, mas peço para deixarmos para a próxima. Eu não estuou muito no clima.
Em vez disso, vou para o andar de cima imaginando qual deve ser o gosto de um bolo bundt."

    Então, Oliver e Madeline começam a se comunicar por mimicas e mensagens escritas no vidro da janela de seus quartos. Depois de um tempo, passam para o e-mail e logo depois para o chat.

"Assim que ela vai embora, vou para a janela em busca do Olly, mas não o encontro. Ele provavelmente está no telhado. Vou para a cama."

Vou para por aqui com o resumo da historia só para deixar vocês curiosos -risos-.

Sabe aquela ressaca literária? Ta teno HAHAHAHA

    Terminei o livro e fiquei horas pensando em um milhão de possibilidades, no que poderia ter acontecido... Também fique fazendo comparações com minha própria vida, sempre acontece quando leio livros de pessoas doentes.

    Indico TUDO E TODAS AS COISAS para pessoas que gostam de romances , primeiro amor, drama e uma pitadinha de aventura no Havaí *-*

"Ele é esperto demais para cair nessa, mas quer que as minhas palavras sejam verdade. Ele quer que isso seja verdade, mais até do que seu próprio desejo de saber a verdade. O sorriso que se abre no roso dele é cauteloso, mas tão bonito que não consigo desviar o olhar. Eu mentiria para ele novamente só para ver esse sorriso."



Do Autor Ransom Riggs
Da Editora Leya
De 2012
Com 335 páginas

    Literalmente acabei de ler o livro e minha cabeça esta a milhão com as varias teorias que estou criando aqui hahahaha

    Para quem não sabe, o livro ganhou uma adaptação para o cinema que (se não me engano) estreia essa semana. Deixa eu contar para vocês... só pelo trailer do filme já deu pra ver que te muitas coisas que divergem em relação a historia do livro, então, assistam o filme, mas também LEIAM O LIVRO rs

    Vamos a historia? Porque quando eu vi essa capa maravilhosa pela primeira vez julguei que se tratava de uma historia sobre criancinhas do mal, mas eu não poderia estar mais equivocada (risos) !

    A historia começa com Jacob contando como sua infância foi totalmente influenciada pelas historia que seu avô contava sobre uma época em que viveu em um lar para crianças peculiares, ele contava a Jacob sobre as peculiaridades das crianças e tinha ate fotos para comprovar o que descrevia. Ele também sempre falava de monstros que tinham bocas enormes e três línguas, monstros que ele teve que combater durante a vida todo. Conforme crescia, Jacob passou a achar que as historias do avô não passavam de contos de fada, que nada do que ele dizia realmente tinha acontecido, ou então que eram variações fantásticas do que realmente tinha acontecido na vida do avô.

"Percorri odos os aposentos, um a um, acendendo todas as luzes e procurando em qualquer lugar onde um velho paranoico pudesse pensar em se esconder de monstros: atrás de moveis, no sótão de teto baixo onde era necessário se arrastar, sob a bancada de trabalho na garagem."

    Após um acontecimento catastrófico (não vou dizer o que, seria spoiler), Jacob se vê perdido no que é realidade e no que é fantasia. Na busca pela aceitação, Jacob é obrigado a se consultar com um psicologo que o incita a buscar a verdade e desvendar os mistérios do passado de seu avô.

     Ao encontrar uma carta de 15 anos atras, Jacob percebe que quem mandou aquela carta pode ter respostas, e assim inicia a maior aventura de sua vida. Jacob parte com seu pai para uma pequena ilha na Inglaterra, em busca de uma mulher Srta. Peregrine, diretora de um orfanato.

    Ao chegar na ilha tudo o que o rapaz encontra é uma mansão totalmente arruinada, ele fica sabendo pelos moradores da ilha que uma bomba caiu na mansão em 03 de Setembro de 1940 e que todos que moravam la acabaram morrendo.

     Algumas coisinhas acontecem e passado e presente acabam se misturando em uma fenda do tempo :o

     Jacob encontra as crianças peculiares e elas são REALMENTE peculiares, uma menina que flutua, uma que controla fogo, um rapaz invisível e um que tem abelhas vivendo dentro de si. E quem administra o lar dessas crianças é a misteriosa Srta. Peregrine, uma mulher que sempre se veste de preto e pode se transformar em pássaro.

"Tinhamos chegado à casa. Olhei para ela, boquiaberto, não porque fosse horrível, mas porque era linda. Não havia um telha fora do lugar nem uma janela rachada. Pequenas torres e chaminés que haviam despencado em ângulos lânguidos na casa de que eu me lembrava agora apontavam cheias de confiança para o céu. A floresta que parecia devora-lá agora se detinha a uma distancia respeitosa."

     Jacob acaba descobrindo muitas coisas que não vou mencionar para não estragar as surpresas... Só vou dizer que durante suas descobertas ele descobre que os monstros que seu avô temia e enfrentava são reais e estão a espreita, com um plano terrível em ação!

     A historia é super envolvente,cheia de mistérios e aventuras. Me apaixonei pela Claire e todas as outras crianças. Fiquei com medinho dos Etérios e Acólitos e chorei com algumas mortes...

    Mas o que mais me impressionou foi a capacidade do Riggs de misturar passado e presente de forma tão perfeita, criar uma trama que literalmente viaja pelo tempo.

    Pretendo começar Cidade dos Etérios logo menos e prometo que quando acabar também venho contar para vocês o que achei.



"A Srta. Peregrine lutou para tirar um enorme álbum de retratos da estante e o pousou diante de mim sobre a carteira, debruçando-e sobre meu ombro enquanto virava as páginas endurecidas, à procura de certa foto, mas parando para olhar outras, os suspiros marcados por saudade e nostalgia."

Aaaah uma peculiaridade sobre o livro: todas as fotos presente no livro são de verdade! As ultimas duas painas do livro são dedicadas a explicação desse fato, nelas estão os nomes das imagens e a quem pertencem.




Da Autora Julie Boxbaum
Da Editora Arqueiro
Com 283 páginas
De 2016

Que história mais gostosa de ser lida!
    Confesso que quando vi esse livro pela primeira vez, julguei pela capa... E se você olhar bem, a capa já da indícios de como sera a história... 

- Um livro do T. S. Eliot
- Um Notbook
- Avião
- Celulares
- Óculos de sol

    A história é mais ou menos assim: Uma garota chamada Jessie Holmes de 16 anos se vê obrigada a mudar da Califórnia para Los Angeles e porquê ela tem que se mudar? Porque após a morte de sua mãe (ela morre de câncer antes da história começar, então não é spoiler) seu pai acaba conhecendo uma mulher pela internet em um grupo de apoio para pessoas que perderam entes queridos.

"Se há uma coisa que aprendi nos últimos dois anos é que a memória é volúvel. Quando leio Harry Potter, não consigo mais escutar a voz da minha mãe, mas a visualizo ao meu lado, e quando não consigo nem isso, imagino o peso de alguém encostado em mim, um braço junto ao meu braço, e finjo que é suficiente."


    Desse "encontro" online, surge um amor desesperado e eles acabam se casando. Claro que a Jessie nem chega a perceber o que esta acontecendo até o dia em que seu pai chega em casa dizendo que eles vão se mudar para LA onde sua nova esposa - rica- mora.

   Com a mudança, Jessie abandona sua melhor amiga Scarlett, tudo o que lhe era familiar e acaba indo morar em uma mansão toda decorada com itens exclusivos de artistas renomados. Com a nova casa vem a nova família, Rachel a mulher com quem seu pai se casou trabalha no ramo cinematográfico de LA e Theo seu mais novo "irmão", garoto de 16 anos com tendencias homosexuais que tem uma roupa para cada ocasião e a principio odeia Jessie e o fato de que vão estudar n mesma escola e na mesma turma.

"Theo é o meu novo meio-irmão. Ele é filho da nova mulher do meu pai e, oba!, também está no primeiro ano do ensino médio, mas resolveu lidar com toda essa dinâmica de família misturada fingindo que não existo. Por algum motivo, fui idiota a ponto de presumir que, como morávamos na mesma casa e frequentávamos o mesmo colégio, iriamos de carro juntos. Nada disso. Acontece que  camisa de SALVE O PLANETA do Theo é só para ser exibida, e, claro, ele não precisa preocupar aquela linda cabecinha com coisas insignificantes como, você sabe, dividir o dinheiro da gasolina."

    Jessie é matriculada no colégio Wood Valley, um colégio cheio de adolescentes riquinhos e mimados, uma verdadeira selva com ares de escola. Em seu primeiro dia de aula, Jessie se vê perdida naquele universo particular que é Wood Valley e sente que tudo que poderia dar errado esta acontecendo em sua vida, como por exemplo ir para a turma errada ou passar horas com um tufo de grama colado na bunda...

    Para salvação de Jessie, alguém nota seu sofrimento logo no primeiro dia e resolve ajuda-la. Assim, nesse primeiro dia mais tarde ela recebe um e-mail de uma pessoa que se intitula Alguém Ninguém. A principio Jessie acha que tudo não passa de uma brincadeira de mal gosto com a garota nova do colégio, mas com o passar do tempo nota que ela e AN tem muito mais coisas em comum do que poderia imaginar.

"ei, Srta. Homes. nós nunca nos encontramos e não sei se um dia vamos nos encontrar. quero dizer, provavelmente vamos, em algum momento - talvez eu pergunte a você que horas são ou outra coisa igualmente banal abaixo do nosso nível intelectual -, mas nunca vamos nos conhecer de verdade, pelo menos não de forma significativa... e por isso pensei em mandar este e-mail sob o manto do anonimato."

    Alguém Ninguém passa a dar dicas de sobrevivência a Jessie, com quem ela deveria fazer amizade, como funcionava a lanchonete do colégio e como ela deveria se vestir para O Dia Da Doação de Wood Valley.

    Dessa amizade esquisita surge um outro sentimento, mas como é possível gostar de alguém que nunca se viu? Quem é o AN? 

    Apesar de parecer impossivel no começo, Jessie acaba fazendo novas amizades com Dri e Agnes e também uma inimiga que a odeia com todas as forças, a linda e loira Gem.

"- Puta! Gem finge que espirra quando entro na sala de aula de inglês."

   Nos primeiros capítulos eu já tinha uma opinião formada sobre quem era o AN, confesso que durante a leitura teve um ou dois momentos em que cheguei a duvidar da minha escolha, mas no fim eu estava certa! Era o.... CALMA, não vou estragar a surpresa rs

    O livro ainda aborda temas como a sexualidade na adolescência e o relacionamento entre pais e filhos nessa época que é meio conturbada na vida da maioria de nos reles mortais -risos-.
A história é super gostosa e fácil de ser lida e todo o mistério sobre quem é AN com certeza vai te fazer devorar o livro! (assim como eu fiz)

    Aaaah e faltou eu dizer o porquê desse titulo... É que a Jessie e o AN acabam desenvolvendo um jogo onde cada um tem que dizer três coisas sobre si mesmo, qualquer três coisas, desde fatos importantes sobre suas vidas até esquisitices e bobeiras do cotidiano.

"Eu: Três coisas. (1) Não sei quem você é. Gostaria de saber, e a Scar tem algumas teorias, mas simplesmente não sei. Achei que você fosse uma pessoa, mas agora sei que estava errada. (2) Nunca menti pra você, acho que não. Bom, a não ser naquele primeiro dia, quando falei que sou faixa-preta em caratê. Nunca fiz caratê. Sou uma péssima mentirosa. Acho fácil falar com você porque não sei quem você é. Será que é diferente pra você? (3) Não sei mais onde é meu lar."

    Indico a leitura de Três Coisas Sobre Você para quem esta afim de ler uma história leve, com um quê de mistério, romance e problemas adolescentes.




 __________estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. 

Antes de qualquer coisa, este é um livro banal. Clarice, como autora, não é refém do fato, mas sua literatura desenrola-se a partir do impacto interno do fato, com a internalização do que está lá fora, com o conhecimento do fato e daquilo provocado por ele, até que, si em si mesmo ocasione mais que um tornado.
Devo alertá-lo, querido leitor, também, de que cada um interpretará a obra de Clarice — tal qual qualquer obra, no entanto não tal qual — porque o leitor e seu interior narram mais a história que a própria G.H. O leitor é mais G.H. que a própria, que é G.H. até no couro das valises.

Fato? Qual fato?
G.H. é rica, fato.
Entra no quarto da empregada, fato.
Visualiza a barata, fato.
Esmaga-a com a porta do guarda-roupa, fato.

E é tudo de concreto que há, pois o resto é tão maleável quanto líquido, preenche cada canto de cada superfície interior, passa a ser parte de nós. E por quê?
Porque somos mais G.H. que a G.H. do couro das valises.
Porque G.H. não é mais G.H., depois da barata. É como um desenho de si mesma e suas angústias.

Essa imagem de mim entre aspas me satisfazia, e não apenas superficialmente. Eu era a imagem do que eu não era, e essa imagem do não-ser me cumulava toda: um dos modos mais fortes é ser negativamente. Como eu não sabia o que era, então “não ser” era a minha maior aproximação da verdade: pelo menos eu tinha o lado avesso: eu pelo menos tinha o “não”, tinha o meu oposto. O meu bem eu não sabia qual era, então vivia com algum pré-fervor o que era o meu mal. 

É impossível deixar Clarice passar em branco, com sua barata e seus medos. É impossível fechar a última página sendo igual era quando abriu a primeira. Da primeira à última, há perdas e há ganhos. E há o leitor, mero espectador de uma epifania — a própria. E por quê? Porque não existe mais eu, pois existem eus, facetas de si em coexistência organizada, e há ordem na desordem, desordem da ordem, há caos na paz. E cada minuto na companhia de G.H. é temor de que, apesar de estarmos no mesmo lugar, estejamos vivendo uma outra vida. A vida que nos pertence não mais é a mesma de um segundo atrás, pois há  mais, muito mais, há a consciência do mundo, e o Mundo é grande demais para caber em si. Nós somos grandes demais para caber em si, complexos demais para sermos refém dos fatos que não sejam os fatos de nós mesmos.

Como chamar de outro modo aquilo horrível e cru, matéria-prima e plasma seco, que ali estava, enquanto eu recuava para dentro de mim em náusea seca, eu caindo séculos e séculos dentro de uma lama era lama, e nem sequer lama já seca mas lama ainda úmida e ainda viva, era uma lama onde se remexiam com lentidão insuportável as raízes de minha identidade. 
Clarice dói, porque revela para nós algo de nós mesmos, fazendo com que sejamos espectadores das maravilhas e podridões internas, e dói, porque é real e irremediável como uma tragédia. Estamos lá, sempre, por mais que ignoramo-nos. E uma hora, descobrimo-nos novamente.
É indescritível a experiência que tive com G.H., com suas valises e a barata. Pavor, nojo, repulsa, estou vivo. Paro, leio, penso, penso. Sou eu? Penso. E então adoro.




Da Autora Mayti Ulian

Da Metanoia Editora

De 2015

Com 270 páginas


    Olá queridos leitores, ontem eu acabei de ler A Dor Me Enfeita a Face e precisei de algumas horinhas para absorver toda a realidade que encontrei naquelas páginas antes de vir contar à vocês o que achei do livro.

“O enlace do casamento, votos eternos, sonhos tornando-se reais; só que sem príncipes ou princesas.”

    O livro conta a história de Rachel, uma moça linda que se casou com um dos homens mais ricos e influentes do pais. No inicio do casamento tudo correu as mil maravilhas, mas após a morte de sua mãe, Carlos se torna um homem agressivo e compulsivo em relação à esposa.

    Durante a história, Rachel sofre diversos abusos sexuais, como estupro coletivo e agressões físicas que a deixam inconsciente por três dias.

“Rachel misturava vontade de vomitar com dor e repugnância.”

    Em busca de ajuda para tentar aliviar os sofrimentos aos quais era imposta, Rachel certo dia entra em uma clina de terapias alternativas e la acaba conhecendo Marjorie , uma moça tranquila que acreditava na espiritualidade e boas vibrações.

“Marjorie Valentim, terapeuta da Medicina Holística que orientava, por meio de aconselhamentos profissional, os que a ela recorriam. Seu trabalho era desenvolvido e realizado sob o paradigma holístico, ou seja, o paciente/cliente é avaliado sob todos os aspectos, tendo a disposição os mais variados métodos.”

    Desses encontros surge a amizade e em certo ponto essa amizade acaba se tornando um amor avassalador.

“Hoje percebi que desejei você desde a primeira vez eu te vi. Por isso retornei tantas vezes. A química me puxava. Seu perfume me guiava – confessa Rachel, admirada com a descoberta.”

    A história me fez compreender um pouco mais sobre o que as mulheres que sofrem abuso sentem, porque para mim ate então era inconcebível alguém aceitar viver uma vida de humilhação e maus tratos como muitas fazem diariamente. Entendi que o medo e ate mesmo dependência são pontos cruciais em suas empreitadas.

    O livro é carregado de cenas fortes (é eu chorei...), mas também mostra que o amor pode salvar até mesmo a pessoa mais desesperada, seja na forma de uma amizade sólida ou um romance que ecoa através do tempo.

“Ela liga o carro e, sem querer, esbarra no CD Player que é ativado automaticamente. A mídia começa a tocar e a primeira musica a se ouvir é ‘The old songs’. Rachel chora copiosamente repleta de uma dor incomensurável.”

    A história toda se passa em território nacional, entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia. Pude ter uma noção de como vive a alta sociedade paulista e viajei ate um paraíso pouco explorado do Rio.

    Além disso, durante a historia as personagens principais citam algumas músicas, claro que essas musicas se tornaram a trilha sonora da leitura e foi perfeito!


Indico a leitura para quem curte romance e drama. E vale a pena dizer que esse livro é para +18 ok?!


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